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Marcelo Alonso
‘Vai, Faz a Fila’, de Mc Denny, diz: ‘Se você pedir pra mim parar, não vou parar. Porque você que resolveu vir pra base transar’

Mais um funk que faz apologia do estupro deve ser retirado do Spotify. A faixa Vai, Faz a Fila, de Mc Denny, que conta com mais de 3 milhões de reproduções no site de streaming, foi alvo de denúncias dos usuários, mesmo caso de Só Surubinha de Leve, de Mc Diguinho, excluída da plataforma na quarta-feira. Por enquanto, a música continua disponível no serviço e está em negociação com a distribuidora para ser retirada. No Deezer, a faixa já não faz parte do catálogo desde a noite desta quinta-feira 18.

Na letra de Vai Faz a Fila, o Mc diz: “Vou socar na tua b***** sem parar. E se você pedir pra mim parar, não vou parar. Porque você que resolveu vir pra base transar. Então vem cá, se você quer, você vai aguentar”.

Tanto Vai Faz a Fila quanto Só Surubinha de Leve foram alvo de uma nota de repúdio emitida em conjunto pela Secretaria Nacional de Política para Mulheres e o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. “Para apuração e responsabilização quanto aos possíveis crimes praticados, a SPM solicitou ao Ministério Público Federal e ao Fórum Nacional de Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher providências cabíveis”, diz o texto, divulgado na quinta-feira. “A música é uma manifestação cultural legítima, mas não pode ser ferramenta incentivadora de crime, sendo necessária a tomada de providências legais contra autores, interpretes e divulgadores.”

Tanto o Spotify quando a Deezer são abastecidos pelas próprias gravadoras e distribuidoras, responsáveis por adicionar ou retirar as canções. Ao saber do conteúdo de Só Surubinha de Leve, ambas as plataformas avisaram a distribuidora, que tirou a faixa do ar. A canção também foi excluída da página do YouTube Legenda Funk, onde tinha 14 milhões de visualizações. O mesmo pedido foi feito para a distribuidora de Vai, Faz a Fila.


Marcelo Alonso


Novo hit de Anitta, “Vai Malandra” desagradou o historiador Marco Antonio Villa, comentarista da rádio Jovem Pan, que toca os sucessos da cantora com frequência. Nesta terça-feira (9), ele fez duras críticas à música, ao clipe e à artista durante o “Jornal da Manhã”. Para o historiador, “Vai Malandra dá nojo” e “Anitta é o melhor exemplo da decadência cultural do Brasil”.

“Nós vivemos uma decadência cultural. É inquestionável, inegável. A ignorância se transformou em política oficial. Quanto mais medíocre melhor. Eu pego como exemplo essa moça. A cantora Anitta é o melhor exemplo da decadência cultural do Brasil. A música ‘Vai Malandra’ e o vídeo são umas das coisas mais reacionárias que eu vi na minha vida. A desqualificação da mulher é um absurdo. Não vou chamar de versos na letra, que seria exagero. Ela está com uma bota com a bandeira do Brasil”, criticou Villa.

“Observe que há toda uma mercantilização do corpo da mulher e uma idealização da favela, que é favela mesmo, não é comunidade. É favela. Nós não podemos pelo nome transmudar, através de uma palavra, uma vergonha nacional, que é a existência das favelas. As pessoas não podem morar naquelas condições de vida terríveis, naquele espaço marcado pelo crime, não pode. As pessoas têm que morar em condições adequadas. Morar ali é impossível, e não há meio de reformá-las. O vídeo dá nojo, dá nojo, dá asco. Chamaram isso do ‘novo hino nacional brasileiro”, completou.

Marco Antonio Villa também recitou “Vai Malandra” e afirmou que é uma vergonha Anitta representar o Brasil pelo mundo.

“Bons tempos quando a Anita era Garibaldi. Agora, Anitta é da elite brasileira! A elite gosta da Anitta! Sim, é uma elite medíocre, medíocre, que odeia cultura, odeia museu, odeia patrimônio histórico. É a elite da Anitta, rastaquera, ignorante. E essa moça representa o Brasil. No último Grande Prêmio de Fórmula 1, ela cantou o Hino Nacional. Eu sugeri que neste ano seja Pabllo Vittar. É, já que é para escrachar, vamos escrachar o país! É uma vergonha dizer que essa senhora nos representa”, concluiu.


Marcelo Alonso

Menina chama atenção para a letra da música “Surubinha de leve”, do MC Diguinho fazer apologia a cultura do estupro

A postagem no Facebook de uma estudante da Paraíba chamando a atenção para a música que pode ser hit do Carnaval em 2018 viralizou na rede social. A menina aparece em uma foto segurando um trecho da música de funk “Surubinha de leve”, do MC Diguinho. Ela está com o rosto maquiado como se tivesse sido agredida e chamando atenção para a música fazer apologia ao crime de estupro.

“Sua música ajuda para que as raízes da cultura do estupro se estendam. Sua música aumenta a misoginia. Sua música aumenta os dados de feminicídio. Sua música machuca um ser humano. Sua música gera um trauma. Sua música gera a próxima desculpa. Sua música tira mais uma. Sua música é baixa ao ponto de me tornar um objeto despejado na rua”, escreveu a menina na rede social.

A postagem já teve quase 90 mil compartilhamentos, em menos de 24 horas e 22 mil curtidas. A letra d música diz: “Taca a bebida, depois taca a pica / E abandona na rua”. A postagem está causando divergências pelo Facebook, há quem discorde da menina dizendo que o crime de estupro sempre existiu independente da letra do funk. Já outras pessoas concordam com ela e dizem que a música sustenta o machismo.

Na sua página oficial o MC Diguinho ainda não se pronunciou sobre o caso. A reportagem de O TEMPO também tentou contato com o músico pelo telefone na sua rede social, mas o celular estava desligado.

Sua música ajuda para que as raízes da cultura do estupro se estendam. Sua música aumenta a misoginia. Sua música aumenta os dados de feminicídio. Sua música machuca um ser humano. Sua música gera um trauma. Sua música gera a próxima desculpa. Sua música tira mais uma. Sua música é baixa ao ponto de me tornar um objeto despejado na rua.